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A Bela e a Crise

por Luísa Braga

A Bela e a Crise

por Luísa Braga

De Volta Aos Treinos

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Já devia ter sido ontem, mas a gripe obrigou-me a mais um dia de cama (e, muito honestamente, não quis arriscar outra recaída).

 

Hoje voltei ao ginásio, depois de dois meses parada. Eu costumava dizer que era por falta de tempo, ou por estar muito frio, ou por estar cansada... sim, as desculpas do costume.

 

Mas uma das minhas resoluções de ano novo era mesmo fazer as pazes com o meu corpo. E o caminho é o ginásio, combinado com uma boa alimentação. E foi o que fiz hoje. Aliás, é o que tenho feito desde o início do ano (e, sim, só passaram três dias, mas estou entusiasmada com o que o ano novo me pode vir a trazer!).

 

Estou feliz hoje. Fui ao ginásio fazer um treino bem fraquinho, porque as minhas forças não davam para mais. Mas fui. E vim de lá outra, confesso.

 

O exercício faz-me bem. A tudo!

 

Beijinhos, Lu*

Em 2017, Eu Vou À Procura da Minha Felicidade

Como foi a vossa passagem de ano? A minha foi passsada numa poça de ranho de mim mesma, febre e dores no corpo. Trouxe a gripe de 2016 para 2017, é verdade.

 

Não posso dizer que o meu 2016 tenha sido bom.

 

Sim, ter saúde é o mais importante, eu sei. Mas más experiências profissionais e pessoais tornaram este meu 2016 um tanto ou quanto feio e triste, o que me fez ansiar mais pelo 2017.

 

Apercebi-me de que nunca fiz nada que gostasse, a nível profissional. Não me sentia feliz nem realizada. Toda esta frustração levou-me a um esgotamento no final do Verão. É triste acordar de manhã sem ter um bocadinho de vontade que seja de enfrentar o dia.

 

Foi mais ou menos nessa altura que arranjei um part-time num Centro de Estudos. Lembro-me de achar que tinha pouca paciência para miúdos e que nunca seria boa professora. Era só para ganhar mais uns trocos.

 

Só que enganei-me. Apaixonei-me por cada uma daquelas crianças e percebi que aquelas duas horas ao fim do dia eram as melhores do dia inteiro, porque estava a fazer algo que me fazia sentir feliz e realizada.

 

Esse bem estar fez-me dar conta de tudo o que estava a perder, só porque tinha medo de arriscar. Em Maio, tinha arriscado e a coisa não me tinha corrido nada bem, o que me fez ficar ainda com mais medo de dar um passo em frente na minha vida.

 

O Sérgio sempre foi o meu pilar. Quando lhe disse que no final do ano ia deixar o meu emprego de 6 anos, ele nem pestanejou na resposta: "Acho que fazes muito bem".

 

Era o típico emprego de salário mínimo, onde os patrões é que decidiam quando tínhamos férias e onde não me faziam descontos desde Maio. Estava farta que não me dessem valor, que fizessem de mim o que queriam só porque eu e todas as mulheres lá dentro tínhamos medo de os enfrentar, por causa das represálias.

 

Depois desta decisão, a vida ficou mais fácil. 

 

Eu sei o que estão a pensar: "Esta é rica, não precisa de trabalhar!".

 

Não é bem assim. Eu preciso de dinheiro, mas não há dinheiro que pague a minha sanidade mental.

 

Se eu tenho medo? Estou morta de medo. Mas o entusiasmo que esta nova perspetiva de vida me dá consegue ser superior a esse medo.

 

Tenho mil e uma ideias do que quero fazer. Tenho projetos de gaveta já a andar. E tudo isto porque decidi arriscar. Decidi ir à procura daquilo que me faz feliz. 2017 será um grande ano, tenho a certeza.

 

Em 2017, eu vou à procura da minha felicidade. E vocês?

 

Beijinhos, Lu*