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A Bela e a Crise

por Luísa Braga

A Bela e a Crise

por Luísa Braga

Em 2017, Eu Vou À Procura da Minha Felicidade

Como foi a vossa passagem de ano? A minha foi passsada numa poça de ranho de mim mesma, febre e dores no corpo. Trouxe a gripe de 2016 para 2017, é verdade.

 

Não posso dizer que o meu 2016 tenha sido bom.

 

Sim, ter saúde é o mais importante, eu sei. Mas más experiências profissionais e pessoais tornaram este meu 2016 um tanto ou quanto feio e triste, o que me fez ansiar mais pelo 2017.

 

Apercebi-me de que nunca fiz nada que gostasse, a nível profissional. Não me sentia feliz nem realizada. Toda esta frustração levou-me a um esgotamento no final do Verão. É triste acordar de manhã sem ter um bocadinho de vontade que seja de enfrentar o dia.

 

Foi mais ou menos nessa altura que arranjei um part-time num Centro de Estudos. Lembro-me de achar que tinha pouca paciência para miúdos e que nunca seria boa professora. Era só para ganhar mais uns trocos.

 

Só que enganei-me. Apaixonei-me por cada uma daquelas crianças e percebi que aquelas duas horas ao fim do dia eram as melhores do dia inteiro, porque estava a fazer algo que me fazia sentir feliz e realizada.

 

Esse bem estar fez-me dar conta de tudo o que estava a perder, só porque tinha medo de arriscar. Em Maio, tinha arriscado e a coisa não me tinha corrido nada bem, o que me fez ficar ainda com mais medo de dar um passo em frente na minha vida.

 

O Sérgio sempre foi o meu pilar. Quando lhe disse que no final do ano ia deixar o meu emprego de 6 anos, ele nem pestanejou na resposta: "Acho que fazes muito bem".

 

Era o típico emprego de salário mínimo, onde os patrões é que decidiam quando tínhamos férias e onde não me faziam descontos desde Maio. Estava farta que não me dessem valor, que fizessem de mim o que queriam só porque eu e todas as mulheres lá dentro tínhamos medo de os enfrentar, por causa das represálias.

 

Depois desta decisão, a vida ficou mais fácil. 

 

Eu sei o que estão a pensar: "Esta é rica, não precisa de trabalhar!".

 

Não é bem assim. Eu preciso de dinheiro, mas não há dinheiro que pague a minha sanidade mental.

 

Se eu tenho medo? Estou morta de medo. Mas o entusiasmo que esta nova perspetiva de vida me dá consegue ser superior a esse medo.

 

Tenho mil e uma ideias do que quero fazer. Tenho projetos de gaveta já a andar. E tudo isto porque decidi arriscar. Decidi ir à procura daquilo que me faz feliz. 2017 será um grande ano, tenho a certeza.

 

Em 2017, eu vou à procura da minha felicidade. E vocês?

 

Beijinhos, Lu*